terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Falta-me o ar
Aquelas palavras esquecidas que pensei jamais puder recuperar
Vão e voltam, ficam e desmontam
Desmontam o pouco que da minha mente resta.

Tristes meus olhos acompanham o nada
Na imprudência da expulsão da resignação
E lacrimejando vêem o resultado da estupidez
Que eu não percebo.

Meus lábios rasgados pela separação dos teus
Ardem e sangram uma dor incontrolável
As lágrimas se apoderam de minha cara
Enquanto minhas mãos tremem ao tentar limpa-las.
Agarro os lençóis da minha cama, amasso-os e aperto-os com força
Abraço aqueles lençóis na mesma forma como queria fazer-te a ti
Abraço com toda a força e sentimento sem nunca largar.

Distantes vão os sonhos e sorrisos
Perto está a apatia e a incompreensão
Tudo que amo,
Tudo o que me é importante
Acena-me de longe e sem expressão
Sinto-me tão pouco, aqui, sozinho.

Um horizonte se abre perante mim
Eu ignoro, prossigo
Este mundo está cheio de maldade, injustiças
Sigo a intuição do resto que de mim sobra, sigo o que meu pensamento sugere
Não gosto desta verdade desmascarada
Nada muda nem quer mudar
Continua tudo frio e invejoso como outrora eu conheci.

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