quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Caio neste buraco sem fundo
perco tudo
nada resta e continuo à espera de algo
de uns braços que aparem a queda e me segurem.

Espero ver a luz do sol e abrir os olhos para o mundo que não compreendo
esta mente descontrolada que me mantêm a viajar por todo o lado sem nunca ter saído do sitio
e encontrar o sitio onde todas as respostas possam ser dadas.

Grito para o mundo com a raiva do desconhecimento
agarro-me as rochas e sangro das mãos
já me esquecia como era tão doloroso magoar a minha parte carnal
sempre fui tão correcto e calculoso
e apenas minha mente se encheu de pensamentos confusos e dolorosos.

Consigo ver-me a sorrir na escuridão que me agarra com força
uma luz para a chave que tanto procuro e não encontro
o amanhã que é marcado pela voz marcada na minha memória de alguém que me é algo
na maquina que manda bombear o sangue o dia todo sem parar.

Mente distorcida, jamais esquecida
dores carnais e espirituais inesperadas
elas me fazem sentir morto estando vivo
Num mundo de dissabores e injustiças onde os pecados predominam.

Porque não vou simplesmente embora
vou embora e não te deixo mais puxar-me e empurrar-me de seguida como fazes
não saio deste hoje e procuro o amanhã sem a mentira da vida em meu redor?
um teste de coragem e perseverança
me prende a isto, aquilo, a esta dor de tentar descobrir o amanhã
prende-me a esta escuridão do desconhecimento real.

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