segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

04-01-2011

Ás vezes observo as águas mortas a navegarem no céu profundo
Como um navio deserto cheio de segredos esquecidos
Velhos fantasmas sussurram aos meus ouvidos
E memorias antigas se misturam com recentes.

Todas as dores, tristezas, alegrias, sorrisos
Vão e voltam como um carro que acelera e trava
Embatem na cabeça como uma pedra dura e densa
Onde as cicatrizes antigas tencionam voltar a abrir-se

Grito para o mundo a espera de resposta
Apenas recebo chuva e sorrio
Sinto-me pronto a voltar a casa
Sem conhecer bem aonde ela fica
Preciso dela mas nela não me sinto.

Carrego tudo que pouca gente pode ter
Nada que muita gente tem
Olho sem ver o que me aparece a frente
Receio o futuro ainda mais que o presente
Tento encontrar-me e consigo
Preso no transito da cidade em que prossigo.

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